Seu computador ainda é movido a carvão? É moderno, mas mesmo assim você quer trocá-lo? Confira as dicas para 2010.
O ano de 2010 está aí e seu computador está no modelo 2009? Você não
consegue jogar nenhum dos jogos que estão sendo lançados e seu
computador trava até mesmo quando você tenta abrir o bloco de notas? É
hora de trocar de máquina, não é mesmo? Acompanhe este artigo e saiba
como são os computadores que devem fazer a cabeça dos usuários neste
ano novo.
É fato que cada usuário possui uma certa necessidade e computadores
muito equipados são apenas gastos perdulários, caso o usuário vá
utilizá-los para funções básicas. Assim como computadores sem recursos
gráficos não são nada indicados para usuários que pretendem lotar o
disco rígido com jogos de última geração.
O portal Baixaki preparou esse artigo para orientar seus usuários na
hora de montar seu próximo computador, ou de dar upgrades nos que já
possuem. Deve ser encarado com um guia de auxílio na hora de montar a
máquina, não deixe de ler os artigos relacionados para maior
aprofundamento em cada assunto. Também é importante lembrar que os
componentes citados são, em sua maioria, os mais avançados da
categoria. Pense muito nas suas necessidades antes de querer adquirir
todos eles.
Processador
Os processadores Single Core (aqueles de apenas um núcleo, como os
saudosos Pentium 100, K6 500 e tantos outros) já são coisas do passado.
Para 2010, quem não possui um processador com pelo menos dois núcleos
não conseguirá acompanhar as novidades lançadas frequentemente.
Para usuários domésticos que utilizam o computador para aplicativos
leves, como Messenger, navegadores e jogos em flash, os processadores
com dois núcleos são mais do que suficientes para que todos os
programas rodem de forma tranquila, sem travamentos que irritam até
mesmo aos mais calmos dos usuários.

Um segmento de transição entre os usuários comuns e os gamers é o
das pessoas que utilizam os computadores como ferramentas profissionais
como os designers. Para esses, os computadores de núcleo duplo são
suficientes, mas se a ideia for comprar um que dure mais do que um ano,
os multi-core são mais indicados.
E mesmo os Core 2 Duo, Dual Core, Athlon X2 e outros processadores
de núcleo duplo não são os mais indicados para usuários que desejam
montar computadores com capacidade para suportar os games mais
recentes. Para esses: quanto mais núcleos melhor! Portanto são
recomendados os chips controladores com quatro núcleos, como os Intel
Core i5 e i7 Quad Core e AMD Phenon X4.
O que deve ser levado em conta na hora da compra, além da quantidade de núcleos, é o clock de cada um deles. Clock é a velocidade com que cada núcleo do processador trabalha (exemplos: 1.6 GHz, 2.1GHz) e a memória Cache
do processador. A memória Cache armazena informações vitais para os
processos em atividade, sendo de extrema importância para a rapidez do
sistema.
Memória RAM
Não adianta nada possuir um processador de vários núcleos se o
computador não estiver equipado com memória suficiente para suportar
todas as tarefas executadas ao mesmo tempo. Pentes únicos de 1 GB, que
já foram considerados o máximo do poder computacional, já não podem ser
encarados como básico, mas sim como ultrapassados.
Além dos mega e gigabytes presentes nos pentes de memória, o usuário
deve ficar atento a alguns outros aspectos na hora de comprar os
componentes. As placas-mãe possuem compatibilidades com certos tipos de
barramento (DIMM, DDR, DDR2, DDR3, por exemplo) e é necessário que o pente possua o mesmo barramento da placa-mãe.
Hoje existem placas híbridas, pois a tendência é que os pentes de
memória DDR2 (as mais comuns podem chegar a 800 MHz) sejam
gradativamente substituídos pelos pentes de memória DDR3 (que se
iniciam nos 800 MHz e podem chegar aos 1600 MHz).
Usuários domésticos podem se contentar com 2 GB DDR2 e ainda
conseguirem obter bons resultados pelo menos até o final de 2011, pois
não há previsões de que navegadores como Opera, Chome, Firefox e
Internet Explorer, nem de que outros softwares muito utilizados por
esse perfil de usuário (como widgets, jogos leves e reprodutores de
vídeo) vão sofrer atualizações drásticas que exijam ainda mais memória.
Quem
utiliza o Windows XP não precisa se preocupar com mais de 1 GB, as
indicações acima são referentes aos usuários que possuem o Windows
Vista ou Windows XP.
Para os profissionais, é recomendado que os computadores ganhem um
upgrade e passem a possuir entre 3 e 4 GB de memória, pois a execução
de várias tarefas ao mesmo tempo (tarefas estáticas, em que a execução
de uma, impede a execução de outra, como Photoshop e Word, por exemplo)
exige bastante do computador nos momentos de alternância de janelas.
Mas até mesmo 4 GB podem ser pouco para aqueles usuários que
pretendem instalar os jogos mais modernos que já foram (e que ainda
serão) lançados.
Para rodar jogos como F.E.A.R 2, Fallout 3 e Crysis e ainda
continuarem sem dar upgrades no computador pelos próximos dois anos,
sem dor de cabeça. O mais recomendado é que sejam instalados pelos
menos 6 GB de memória no computador. Mas claro, 4 GB são realmente
suficientes para aqueles que não pretendem instalar todos os jogos de
uma só vez.
Vale lembrar que para que sejam reconhecidas memórias a partir de 4
GB, os sistemas operacionais da Microsoft devem ser 64 bits. Os Windows
32 bits só reconhecem até 3 GB. Os sitemas operacionais da Apple (MAC)
e Linux não sofrem com esse problema, podendo reconhecer mais de 3 GB
em qualquer sistema nativo.
Placa de vídeo
As placas de vídeo devem ser compradas com um cuidado especial. A
quantidade de memória liberada pelo chip gráfico é importante, mas é
essencial que seja analisado o processador embutido à placa. As
velocidades de processamento (GPU) são essenciais para o bom
aproveitamento dos softwares que exigem recursos gráficos.
Se o usuário quiser economia na hora de montar o computador,
placas-mãe com bons chipsets são mais indicadas do que placas gráficas,
mas é necessário saber que possivelmente algumas aplicações ficarão
bastante travadas, a menos que o usuário utilize somente softwares
leves, mais voltados à internet.
Profissionais que utilizam muitos programas gráficos e outros
softwares que exigem bastante qualidade gráfica do computador não podem
pensar em placas de vídeo com menos de 512 MB e velocidade do GPU
(processador das unidades gráficas) inferior a 600 MHz, sempre se
lembrando de fugir das tecnologias TurboCache, mais recomendadas para
usuários domésticos.

Placas com TurboCache para gamers, jamais. É claro que as placas
gamers são mais caras, mas sem elas não há como esperar muita
qualidade, nem altas taxas de atualização de frame para os novos jogos.
Os 512 MB reais de memória gráfica, com frequencia GPU de pelo menos
625 Mhz é o básico para este ano, mas se for possível, a instalação de
placas de 1 GB e 648 MHz GPU é extremamente recomendada.
Existem também as placas Middle-end, que são mais baratas que as top
de linha, mas rodam a maioria dos aplicativos e jogos sem problemas.
Algumas placas que se encaixam nesse perfil são as nVidia GeForce 9600
e as ATI Radeon 4670.
Não importa o perfil dos usuários, as fabricantes de placas gráficas
mais indicadas continuam sendo ATI e nVidia. A ATI e os chipsets Radeon
HD 5000 Series (com 850 MHz e 1 GB) prometem esquentar a briga com as
placas GeForce 300 Series (que serão lançadas ainda nesse ano). O preço
médio delas é bastante salgado, mas a qualidade é excelente.
Notebooks e netbooks não costumam possuir placas gráficas integradas, sendo nesse caso, extremamente importante que o chipset
gráfico tenha boa capacidade de processamento, para evitar travamentos
durante as atividades que exijam um pouco mais de qualidade de vídeo.
Discos Rígidos (HD)
Assim como as placas gráficas de 128 MB, discos rígidos de 800 MB já
foram o ápice da evolução tecnológica. Hoje, comprar discos rígidos com
menos de 300 GB é perda de dinheiro, pois para guardar todos os
documentos que os usuários baixam e criam, além dos programas cada vez
maiores, 160 GB podem ser insuficientes.

Usuários profissionais se dividem em três segmentos nesse aspecto.
Aqueles que trabalham apenas com documentos de texto, planilhas e
relatórios podem se limitar aos 320 GB dos usuários comuns. Designers e
afins, que trabalham com muitos arquivos de imagem e precisam fazer
constantes backups, podem possuir dois HDs de 300 ou 500 GBs. Já
profissionais que trabalham com edições de vídeo (que não possuam
servidores remotos) devem possuir pelo menos dois discos de 1 TB cada.
Quem faz do video game uma verdadeira máquina de jogos, precisa de
muito espaço para instalar todos os que deseja, portanto, são
necessários 2 TB para aqueles que não costumam excluir seus jogos após
terminá-los e 1 TB para o que aprovam a exclusão regular de softwares.
Deve-se levar em consideração também, outros fatores além da
capacidade de armazenamento do HD. Ao comprar um disco rígido, o
usuário poderá perceber que há definições de RPM nos componentes, esse RPM, diz respeito à velocidade de processamento de dados no HD.
Discos com 7200 RPM são mais indicados do que discos com 5400 RPM,
pois processam as informações de maneira mais rápida e portanto, podem
executar mais tarefas simultaneamente. Além disso, há outra forma de
melhorar o desempenho do disco rígido, trata-se da tecnologia RAID, mas para utilizá-la é necessário possuir mais de um disco.
Utilizando o RAID (Conjunto Redundante de Discos Independentes) o
usuário pode distribuir tarefas entre os dois HDs, assim evitando a
sobrecarga de tarefas sobre um disco rígido apenas e aumentando a
funcionalidade de ambos.
Drives ópticos
Drives de leitura óptica são de suma importância para diversos tipos
diferentes de usuários. Gravadores de DVD são itens básicos para
qualquer computador que seja montado hoje em dia, tanto pelo volume de
dados que são suportados pela mídia, quanto pelas vantagens de se poder
assistir a filmes diretamente do PC.
Gravadores de DVD também são de suma importância para aqueles que
trabalham com computador e exigem muita transferência de arquivos para
terceiros, como editores de imagens, músicas e vídeos. Aplicativos de
escritório têm seus arquivos facilmente transferidos via pendrive ou
email, mas ainda assim, um gravador de DVD é bastante recomendado.

Os usuários domésticos, o que inclui o segmento de usuários que
transforma o computador em uma estação de laser multimídia, que puderem
gastar um pouco a mais devem adquirir drives leitores de mídia Blu-ray.
Isso devido ao fato de que muitos filmes estão sendo lançados nesse
formato, assim como muitos jogos, o que torna o drive necessário também
para gamers.
Embora ainda seja considerado uma extravagância, um drive gravador
de Blu-ray também é recomendado para quem dispuser de recursos
financeiros suficientes. Com um desses, será difícil que surja a
necessidade de trocar o driver nos próximos anos, salvo em casos de
defeito.
Placa-mãe A placa-mãe
é um dos componentes críticos na montagem dos computadores, pois é ela
quem definirá as limitações da máquina como um todo. O usuário deve
prestar muita atenção em uma série de detalhes na hora de escolher sua
motherboard, sendo os principais deles:
- Compatibilidade com pentes de memória: se não houver
compatibilidade com DDR3, é provável que dentro de poucos anos o
componente fique estagnado, por não poder ganhar mais upgrades.
- Pinagem do processador: os processadores ganham a cada ano, novas
arquiteturas e por isso precisam de novos slots nas placas-mãe. Ficar
atento para não comprar uma placa-mãe que não suporte o processador
escolhido, é primordial.
- Slots disponíveis para placas offboard: placas de vídeo offboard,
placas de som e outros dispositivos exigem slots (geralmente
PCI-Express, hoje raros são os dispositivos AGP) disponíveis para a
instalação. Sem eles, não há como fazer a comunicação entre placa
offboard e sistema operacional que o reconhecerá.

- Chipset: usuários que não quiserem instalar placas de vídeo
offboard, devem ficar ainda mais atentos para esse detalhe. Os chipsets
são responsáveis pelo processamento das informações gráficas onboard.
São recomendadas as placas-mãe com chipset ATI e Intel.
- USB: se antes as USB 1.1 eram ultrapassadas, agora os usuários
devem tomar cuidado com as USB 2.0, não que elas estejam sendo
abandonadas, muito pelo contrário, mas é recomendado que já sejam
começadas a serem escolhidas as placas-mãe com USBs 3.0.
Fonte de energia
A fonte
é uma das peças vitais para o computador, apesar de não ser levada
muito em consideração pela grande maioria dos usuários. As fontes
comuns costumam possuir potências de 200 a 450 W, sendo muito fracas
para usuários que instalam componentes que consomem bastante energia,
como placas gráficas.
Existem placas de até 1000 W reais, mas essas são indicadas apenas
para quem deseja colocar duas placas de vídeo com alta taxa de
transferência de dados e clocks de memória, pois assim a energia seria
realmente utilizada. Para usuários comuns, 500 W são mais que
suficientes para evitar dores de cabeça por muito tempo. Gamers que
quiserem ter sossego por um bom tempo, podem escolher entre 650 e 750 W
reais. As marcas mais recomendadas são Corsair, Zalman e Satellite.
Monitor
Já trocou seu monitor CRT? Pois está na hora de fazê-lo! Os
monitores de LCD não custam mais os valores de quando ainda eram
novidades, além disso, têm qualidade extremamente superior. Os usuários
só precisam decidir o número de polegadas que satisfaça as necessidades
pessoais.
Ainda
existem as telas de formato padrão, mas a tendência é que elas sejam
gradativamente substituídas pelos formatos widescreen, pois são mais
compatíveis com vídeos e disponibilizam mais espaço para que a tela
seja dividida entre várias tarefas simultâneas.
Em 2010, muitos usuários vão aderir à tecnologia que está fazendo a
cabeça dos norte-americanos e aficionados por tecnologia que decidiram
importar ou gastar um pouco mais pelos monitores LED no ano passado.
Monitores com a tecnologia LED Backlight carregam uma série de
vantagens para o meio-ambiente e para os usuários que optam por eles.
Com a luminosidade aprimorada, fica mais fácil visualizar as
informações na tela, mesmo em ambientes com bastante claridade, sem
falar na economia de energia, que é boa para o bolso e para a natureza.
Notebooks
Notebooks também passam por uma segmentação de acordo com os
públicos que pretendem atingir. As próprias marcas direcionam-se para
atender certas necessidades, focando suas produções em portáteis mais
equipados com uma ou outra função específica.
Usuários domésticos têm várias opções de notebooks para adquirir no
ano de 2010, pois marcas já consolidadas como Acer, Sony, Positivo,
Intelbras, Dell e HP lançam novas linhas que se adéquam bastante ao
perfil do usuário padrão, possuindo componentes adicionais opcionais
que também atendem a vários requisitos básicos, como processadores de
núcleo duplo, mais de 2 GB de memória e HDs com pelo menos 250 GB.

Apple e Sony ainda são os mais indicados para quem trabalha muito
imagens e áudio, pois geralmente possuem mais capacidade gráfica para
acompanhar os softwares e a velocidade no processamento e transmissão
de dados também colabora bastante para que sejam compatíveis aos
editores profissionais.
Gamers não encontram muitas opções de notebooks que sejam realmente
acessíveis. Os portáteis preparados para suportar jogos costumam ser
muito mais caros do que desktops montados para mesmo fim. O ápice da
tecnologia gamer ainda está nos Alienware, que podem chegar a custar
mais de 10 mil reais, sem as configurações máximas possíveis.
Netbooks
Se notebooks não são portáteis o suficiente, existem também os
netbooks, com basicamente as mesmas funções dos laptops, mas alguns
componentes e funcionalidades a menos. Um dos pontos importantes para a
escolha de netbooks é a existência de chipsets de qualidade.
Por não possuírem espaço para placas gráficas offboard, é
recomendado que a placa-mãe do netbook possua chipset gráfico bom,
assim o usuário poderá desfrutar do melhor de seus joguinhos em flash,
além de não sofrer com travamentos ao utilizar aplicativos um pouco
mais gráficos.
Algumas das marcas mais reconhecidas que estão presentes no mercado
são: Positivo, Lenovo, Asus e Acer. Recomenda-se que sejam escolhidos
modelos já preparados para internet 3G e conexões para rede Wi-Fi
facilitada. Por não possuírem drives ópticos, deve haver bastante
espaço no HD - e um pendrive para ser carregado junto é sempre uma boa
ideia.
Novas tecnologias
USB 3.0
Após a obsolescência de tecnologias como o USB 1.0 e 1.1, foram
lançados em 2000 os primeiros dispositivos compatíveis com a, então
novíssima, tecnologia USB 2.0, que permitia transferências de arquivos
em velocidades máximas de 60 MB/s.
Dez anos depois, começam a ser lançadas as primeiras placas-mãe com suporte para o USB 3.0,
que deve garantir até 600 MB/s, dez vezes mais rápido do que a
tecnologia antecessora. Essas novas velocidades deverão suprir a
demanda por velocidade e qualidade na transferência de arquivos
grandes, como vídeos em alta definição e afins.
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