No início desta semana o Google anunciou
que foi vítima de um ataque "altamente sofisticado" coordenado por
hackers da China em dezembro passado e que atingiu cerca de 30 empresas
de tecnologia, internet e finanças. Segundo o Google, os hackers
tentaram invadir contas de e-mail do serviço Gmail de ativistas de
direitos humanos, o que levou a empresa a crer que os ataques tiveram
apoio de órgãos do governo. O Google já afirmou que estuda fechar seus
escritórios na China e cancelar o sistema de censura no site do Google
chinês (google.cn).
"Durante nossa investigação, descobrimos que uma das amostras de
malware envolvida nesse amplo ataque que envolveu o Google,
recentemente, explora uma nova vulnerabilidade, desconhecida pelo
público em geral, encontrada no Microsoft Internet Explorer", afirmou
George Kurtz, CTO mundial da McAfee.
Como na maioria dos ataques direcionados, os invasores obtêm acesso
a uma organização por meio do envio de um ataque adaptado, direcionado
a uma ou mais pessoas. Há suspeitas de que os alvos do ataque foram
pessoas com acesso a propriedades intelectuais valiosas. Segundo Kurtz,
os ataques parecem vir de fontes confiáveis, o que leva a vítima a cair
na armadilha, clicando em um link ou em um arquivo. É nesse momento que
ocorre a exploração, aproveitando-se da vulnerabilidade do Microsoft
Internet Explorer.
Assim que o malware é baixado e instalado, ele abre uma entrada
secundária, permitindo que o invasor realize o reconhecimento e obtenha
controle total sobre o sistema comprometido. Assim, o invasor pode
identificar alvos de grande valor e roubar dados valiosos de empresas.
Segundo os especialistas da McAfee, esta vulnerabilidade do Internet
Explorer foi apenas um dos vetores do ataque neste incidente, o que
levanta a hipótese de que existam outros vetores de ataques
desconhecidos até o momento. Por isso, Kurtz alerta que os novos
malwares são "muito sofisticados, altamente direcionados e projetados
para infectar, ocultar o acesso, roubar dados e modificar dados sem
detecção", o que seria o aspecto mais perigoso destes novos ataques.
"Esses ataques altamente personalizados, conhecidos como APT
(ameaças persistentes avançadas), foram originalmente presenciados
pelos governos, sendo que a mera menção de seus nomes causa terror em
qualquer combatente ao cibercrime. Na verdade, eles são equivalentes
aos jatos modernos em um campo de batalha. Com precisão detalhada, eles
distribuem sua carga fatal. Quando são descobertos, já é tarde demais",
afirmou Kurtz.
Para obter detalhes e informações mais recentes sobre este alerta do
McAfee Labs, consulte o blog de George Kurtz pelo atalho
http://bit.ly/8NL3RR.